Era tão
inocente, mas ao mesmo tempo tão homem, como se os dois não pudessem ser
aliados...
E era ao mesmo tempo tão decepcionado com sigo
mesmo.Não pelo trabalho, mulher, filhos ou família, mas por sentir que ão podia
ser quem queria ser quando tinha os seus 18/20 anos.Com seus ideais,
pensamentos, criticas à flor da pele.Não que não gostasse da sua vida, mas sim
por ser obrigado, tragado pelo sistema, assim como seus amigos idealistas o
foram.
Para sentir o que sentia quando tinha os seus 18 anos, fazia uma coisa que é simples, até mesmo meio infantil, mas que lhe dava enorme prazer.
Se trancava no quarto.Onde desligava as luzes, deixando apenas o abajur monocromático ligado (dava um ar de "bar sujo de quinta categoria" ao quarto, já que ele era extremamente desorganizado).Depois pegava a enorme poltrona, reclinava-a ao máximo; pegava o ventilador e colocava-o bem na sua face.Sentia aquele vento, fechava os olhos e podia sentir um turbilhão de coisas.Aquilo o deixava mais vivo e feliz do que qualquer outra coisa.
As vezes sentia um frio...mas não podia, não queria sair dali.Não agora,não mais, não,nunca mais!Podia sentir e ouvir novamente as guitarras, as baterias, os contra-baixos, os gritos...Ahhh o rock'n'roll.
Pensava então, que estava no topo de uma montanha, aquele vento frio, ele arrepiado, quase tremendo, quase caindo daquela montanha, quase transcendendo anos passados.Imaginava o que aconteceria se saltasse dali.Onde daria aquilo tudo?Onde seria o próximo lugar a imaginar?Até um dia, em que saltou dali.
Quando decidiu faze-lo, o fez com o coração.Saltou e sentiu um frio na barriga.Estava arrepiado, mas isso não importava mais.
Ainda na cadeira, abriu os braços na tentativa de sentir mais a resistência do ar sobre seu corpo.Sentia que caia cada vez mais e mais e mais e mais e mais e mais e mais.......................................
Sorriu.Poderia jurar que seus olhos estavam lacrimejando por conta do vento.Poderia jurar que viu a mulher-bomba de 17 anos que atacou, junto com outra, as estações de metrô de Moscou Lubianka e Parque Kulturi.Poderia jurar que viu Saramago.Poderia jurar...
Ocorreu que não conseguia mais respirar, um desconforto gástrico o deixava inquieto,mas ele continuava caindo.
Ele caia e caia...
Até que morreu.Overdose.Usou muita Psilocibina.Mas morreu feliz pelo menos; e com duas verdades que poucos sabem: que os jovens são sim imortais e que o céu é quente, muito quente.
Para sentir o que sentia quando tinha os seus 18 anos, fazia uma coisa que é simples, até mesmo meio infantil, mas que lhe dava enorme prazer.
Se trancava no quarto.Onde desligava as luzes, deixando apenas o abajur monocromático ligado (dava um ar de "bar sujo de quinta categoria" ao quarto, já que ele era extremamente desorganizado).Depois pegava a enorme poltrona, reclinava-a ao máximo; pegava o ventilador e colocava-o bem na sua face.Sentia aquele vento, fechava os olhos e podia sentir um turbilhão de coisas.Aquilo o deixava mais vivo e feliz do que qualquer outra coisa.
As vezes sentia um frio...mas não podia, não queria sair dali.Não agora,não mais, não,nunca mais!Podia sentir e ouvir novamente as guitarras, as baterias, os contra-baixos, os gritos...Ahhh o rock'n'roll.
Pensava então, que estava no topo de uma montanha, aquele vento frio, ele arrepiado, quase tremendo, quase caindo daquela montanha, quase transcendendo anos passados.Imaginava o que aconteceria se saltasse dali.Onde daria aquilo tudo?Onde seria o próximo lugar a imaginar?Até um dia, em que saltou dali.
Quando decidiu faze-lo, o fez com o coração.Saltou e sentiu um frio na barriga.Estava arrepiado, mas isso não importava mais.
Ainda na cadeira, abriu os braços na tentativa de sentir mais a resistência do ar sobre seu corpo.Sentia que caia cada vez mais e mais e mais e mais e mais e mais e mais.......................................
Sorriu.Poderia jurar que seus olhos estavam lacrimejando por conta do vento.Poderia jurar que viu a mulher-bomba de 17 anos que atacou, junto com outra, as estações de metrô de Moscou Lubianka e Parque Kulturi.Poderia jurar que viu Saramago.Poderia jurar...
Ocorreu que não conseguia mais respirar, um desconforto gástrico o deixava inquieto,mas ele continuava caindo.
Ele caia e caia...
Até que morreu.Overdose.Usou muita Psilocibina.Mas morreu feliz pelo menos; e com duas verdades que poucos sabem: que os jovens são sim imortais e que o céu é quente, muito quente.

