loucos

Wednesday, August 8, 2012

Odeio poemas


Já disse aqui o quanto odeio falar odeio, mas é que não acho uma palavra tão forte quanto ela para me expressar, ela é uma daquelas insubstituíveis, sabe?
Quando penso no poema, penso naquela coisa mais pura que existe, em algo transparente, ás vezes tão transparentes que são translúcidos.
Sei que alguns deles são sujos, bem sujinhos. Mas nenhum que se compare aos contos do velho bêbado Chinaski, por exemplo.
Mas o problema maior dos poemas são as rimas e muito pior é quem os faz rimar... Nada contra os autores de poemas, muito menos com os pseudo-autores, tanto é que já postei poemas... Mas é que pra mim já chega sabe... Chega de me darem livros de poesias limpas. Chega de ler esses livros. Chega de dizer que são belos, porque não o são. NÃO O SÃO!

Caramba!

O que eles fazem? Transcrevem um mundo que não existe, um amor que não existe, uma vida que não existe. Mas não existe porque é tão perfeita, é tão linda, que nem chega perto do real. Chinaski não, ele é tão real que a vida é ficção.
Se você, que conhece de psicanálise, psicologia ou o mínimo dos doidos da literatura, deve ter lembrado depois desse parágrafo de algumas das frases de Nietzsche, uma delas é a que diz: “Temos arte para que a realidade não nos mate.” Agora deve estar me julgando. Pensando que sou uma idiota que se autocontradiz.

Pode ser.

Mas não. É.

Mas se eu não estivesse me contradizendo, quem eu seria agora? Vida eu não teria, porque a vida é a própria contradição. Clichê. Nós sabemos. Mas quem ousa não contradizer?

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