loucos

Thursday, December 12, 2013

QUE DURE

“E entregando-me com a confiança de pertencer ao desconhecido. Pois só posso rezar ao que não conheço. E só posso amar à evidencia desconhecida das coisas, e só posso me agregar ao que desconheço. Só esta é que é uma entrega real.

E tal entrega é o único ultrapassamento que não me exclui. Eu estava agora tão maior que já não me via mais. Tão grande como uma paisagem ao longe. Eu era ao longe. Mas perceptível nas minhas mais últimas montanhas e nos meus mais remotos rios: a atualidade simultânea não me assustava mais, e na mais última extremidade de mim eu podia enfim sorrir sem nem ao menos sorrir. Enfim eu me estendia além de minha sensibilidade.” Clarice Lispector.

Amo suas mãos nas minhas costas, passando de um jeito que transparece carinho. Amo o jeito que você fala, calmo, como se estivesse me dizendo “calma, vai com calma”. Amo quando dá aquele sorrisinho meio, não sei, desconfiado, danado talvez?

Odeio quando diz que vai almoçar.

Amo quando me mostra que é homem de verdade, mas que nem por isso deixou de ter aqueles devaneios de garoto. Amo quando diz do seu trabalho, mostrando o orgulho que tem em ser quem é. Amo o seu pensamento.

Odeio não poder ficar com você sempre.

Amo as suas falas. Amo o seu “te adoro”. Amo o seu “meu”.

Odeio quando diz que está com saudade.

Amo como me faz sentir bem, segura, feliz, mulher. Amo quando diz da sua mãe, é de uma forma tão bonita que tenho como exemplo. Amo a sua verdade.

Odeio não ter ainda te abraçado.

Amo seus desenhos. Amo suas fotos. Amo seu gosto musical.

Odeio nunca ter dançado com você.

Amo quando diz “meu amor”. Amo quando fala que pensou em mim. Amo o fato de você rolar no chão com os cachorros.

Odeio não escutar sua voz todo dia.

Amo a sua coragem. Amo a sua história. Amo o fato de você gostar do Homem Aranha.

Odeio não te falar isso.

Amo você ser o meu desconhecido. Amo você me fazer ser tão maior. Amo você me fazer sorrir no silêncio.

Odeio não te olhar.

Amo o seu “bom dia”.

Odeio o seu “acho que vou dormir”.

Amo.

Alguém vai ler e pensar que estou doida por você, apaixonada ou te amando, não sei...mas isso não importa agora, esse tanto de amo e odeio estão como devem estar, pra te mostrar que você conquistou, profundamente, alguém com coisas pequenas e com aquilo que tem de íntimo, sendo você.

Não é preciso mais do que um olhar, um toque, um sorriso, uma palavra para encantar e/ou odiar uma pessoa.

Encantar, meu homem, também é amar.

Encantar, meu lindo, também é odiar.


Para: Leo Oliveira

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